Há um ponto em que as pessoas quase sempre se esquecem, que é o crescimento da cumplicidade. O ciúme quando atinge esse fator, gerado a partir da desconfiança, do medo da infidelidade, do medo da perda do controle, os cônjuges simplesmente deixam de crescer e passam a se preocuparem em não desapontar o outro. Eles passam a maior parte do tempo, tentando imaginar ou entender o que o outro pensa, e por isso, não sobra tempo para crescerem. Este é um ponto muito forte. Muitas pessoas não percebem que este fato míngua a relação e leva a separação. É um caminho sem volta. Em todos os relatos que coletamos e nas entrelinhas das pesquisas, este processo é o mais invisível e mais fulminante na relação do casal em médio prazo. Atinge seu ápice entre 10 a 15 anos de casamento. É como se em uma balança de dois pratos, tivesse do lado mais pesado um tambor cheio de água com um pequeno furo. A água (o amor, a paixão) vai saindo aos poucos (dando lugar às incertezas), e quando você “acorda” a balança já tombou de lado, e não tem mais volta. Analise seus sentimentos e reveja se o casal está crescendo ou decrescendo. Isto não tem meio termo. O resto é estatística.
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